Alterações na composição de espécies de campo natural de altitude após queima prescrita
Palabras clave:
fogo, manejo, vegetaçãoResumen
Trechos de campos naturais em montanhas do Sudeste brasileiro tem sido alvo de queimas prescritas, como parte do programa de prevenção e combate a incêndios. A fim de avaliar a resposta da comunidade ao fogo, avaliamos três áreas (ca. 500 m2) queimadas no inverno dos anos de 2018, 2019 e 2021 (6, 20 e 42 meses após a queima). Em 2022, dispusemos aleatoriamente dez parcelas (1 m2) em cada cronosequência e num campo natural próximo não queimado (referência). Estudo prévio demonstrou que a resposta da comunidade foi rápida, com o solo totalmente coberto pela vegetação (90 %) ou por serapilheira (9 %) três anos após o fogo. A riqueza de espécies foi estimulada pelo fogo, com pico aos dois anos, mas tendeu a retornar ao patamar do campo não queimado. Notamos diferenças na resposta entre grupos funcionais, motivo pelo qual optamos por investigar a composição de espécies. Observamos que a similaridade florística entre as áreas recém-queimadas foi alta (J6,20 = 0,66), mas diminuiu e se aproximou da referência conforme o tempo após o fogo (J20,42 = 0,59 e J42,R = 0,46), com substituição de espécies: ervas graminóides prevaleceram e aumentaram arbustos não graminoides de Asteraceae e Melastomataceae, todos característicos de campos de altitude.
Citaçāo: Ivanauskas, N.M., Haddad, T.M., Gonçalves, L.N., Shirasuna, R.T. & Meireles, L.D. 2025. Alterações na composição de espécies de campo natural de altitude após queima prescrita. Revista Jard. Bot. Nac. Univ. Habana 46 (Número especial 1): 75.
Trabajo presentado en el XIII Congreso Latinoamericano de Botánica. Sesión Ecología, Interacciones, Medio Ambiente y Cambio Climático.

